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"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!” CFA

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Uma Confissão - Tolstói

lembranças

Promete-me uma coisa.Uma pequeninha que me atormenta. Promete-me que nada disso vai mudar... Isso que a gente vivencia aqui, agora. O que a gente construiu até hoje e que tantas vezes sentamos e fizemos a promessa de que sempre, pra sempre, pra todo o sempre, seria assim e que inúmeras vezes vimos, em outros casos fracassar. Que esse momento vai ser pra sempre real e não como uma lembrança distante. Sim, meu bem, eu sei que mesmo que como lembrança me traria um sorriso. Mas quero mais que um sorriso nostálgico me fazendo lembrar que passou. Quero a lembrança de algo contínuo que perdura e permanece. Refaz-se, transforma, forma e contorna, mas que se fortalece. Me conforta, é certeza minha, tão ínfima que nem precisa ser dita. Sabe, um dia, quando era mais moça, me fazia ter a certeza dessa lembrança certeira, permanente. De te-la, acalmava meu coração. De te-la, nem me permitia ter medo do fim. Fim... É, concordo. É relativo mesmo o fim. Mas hoje, não tão moça mais, a inocência me foi...

Sophia

 Tristeza faz parte da vida também. Ninguém é 100% pra cima o tempo todo. Acho que nosso corpo, nossa mente, precisam de um astral mais baixo em alguns dias. E não devemos ter vergonha disso. Viver a tristeza é tão importante quanto a alegria, nos faz perceber porque somos felizes. E não devemos ignora-la. E ainda um pouco além, devemos nos permitir sentir tristeza.É, sem medo de mostrar que fraqueja também. Nos faz humanos. E nos faz sensíveis à felicidade a nossa volta.Quando não contemos a tristeza, é mais fácil perceber a felicidade nos seus dias. Em coisas tão simples. Ser feliz é muito simples...É só prestar atenção! Hoje, por exemplo, fui acordada com um beijo no rosto pela minha irmãzinha, Sophia. E fiquei ali, sorrindo pra ela, ela pra mim. Até que: que foi ju? dormiu de novo de olho aberto? Levantaaa, vamos brincar!? Ela não sabe que me deu o dia de presente com aquele beijo. Por isso, imploro, prestem atenção! Em tudo ao seu redor. Sempre vamos achar aquilo que nos faz...