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Mostrando postagens de outubro, 2012

Solidão

A alma, segundo Rubem Alves, é uma paisagem. E como toda paisagem, solitária. Solitária porque cada um enxerga(enxerga com a alma) de um jeito. Cada um tem o seu sentir no olhar.  São poucos os que se refugiam nas próprias paisagens mais profundas. São poucos que o querem. São raros os que entendem a solidão como uma necessidade. Necessidade, eu afirmo, porque acredito que apenas nessas paisagens mais profundas do nosso ser é que nos encontramos. Esse lugar em que podemos ser nós mesmos. Sem nome, profissão ou qualquer rótulo que seja. É um lugar em que temos só o nosso olhar, nossa percepção. Porque o olhar dos outros é prisão. Solidão é como a liberdade de poder ser você, só você. Tem hora que tudo o eu preciso é fugir de tudo e ficar sozinha. De todos os olhares que me transformam, que me moldam. Preciso respirar longe de tudo e de todos, preciso respirar o meu próprio ar. Se a solidão amedronta alguns eu não entendo como. O que dá medo são as pessoas, todas.  

É o momento

"Eu me lembro que um dia acordei de manhã e havia uma sensação de possibilidade. Sabe esse sentimento? E eu me lembro de ter pensado: Este é o início da felicidade. É aqui que ela começa. E, é claro, haverá muito mais. Nunca me ocorreu que não era o começo. Era a felicidade. Era o momento. Aquele exato momento." Virginia Woolf

Poço de água suja

O apanhador no campo de centeio

O apanhador no campo de centeio. Terminei esse livro tem uns dois dias e ainda não consegui parar de falar como o Holden, fora de brincadeira. Falando do título, o livro explica o porquê dele. E é lindo. O apanhador no campo de centeio. Holden lembra desse trecho de uma música. E em um dos diálogos que mais gosto do livro(o que mais gosto é quando ele conversa com um antigo professor) a irmã caçula diz a Holden que ele não gosta de nada. Pede a ele exemplos do que ele gosta. E que lhe dissesse o que ele queria ser. Holden não consegue exemplos, mas lembra desse trecho e diz que queria só ficar nos campos observando as crianças correndo e quando elas fossem cair, como em um abismo, o trabalho dele era apanha-las. Era tudo o que ele queria ser. E é bem bonito se você refletir e entender o que isso representa. Acho que cada um entende de um jeito. Eu entendi que a forma mais pura do ser humano é a sua infância. E a infância, junto com a vida é o campo de centeio em que elas correm e...