Sempre fui alguém que procurava histórias fantásticas pra minha vida. É, sempre tinha que ser fantástico, estrondoso, explosivo. Emoção demais...Sempre o extremo das coisas. A felicidade, felicidade ao extremo. Se eu tava triste...era uma tristeza que quase acabava comigo. Eu amava ou odiava. Nunca um gostar, ou...adorar. Nada de mais ou menos, pra mim. Se era paixão, era pra eu me entregar por inteiro. Pra sentir, de verdade. Impulsiva, essa era eu. Não conseguia ficar calada. Se alguém me chateava, dificilmente eu perdoaria. Perdão é forte. Perdoaria...só não esqueceria. Ou era uma pessoa completamente apaixonada ou totalmente indiferente. Sentia tudo ou sentia nada. E não sei porque estou falando no passado. Essa ainda sou eu. Talvez seja a vontade de quietude, agora. de um meio termo, de mudança. Não, não me entenda mal...Eu ainda gosto dos extremos...Gosto de pessoas intensas...gosto de sentir de verdade. Mas sempre senti pra dentro. Lá vem o passado de novo...eu sinto pra dentro....