Confesso que demorei a ter vontade e coragem pra ver 500 dias com ela. Alguma coisa em mim aprendeu a ir contra o senso comum, porque o opinião comum nos faz esperar muito. Se todas as pessoas veneram um filme, este perde metade da graça. É sempre assim...A expectativa é quase sinônimo de decepção. Mais uma vez me vi supreendida por gostar tanto do filme. Fiz-me parte do senso comum, afinal.
500 dias com ela conta, de forma bem artística e criativa (sem contar a trilha sonora), a paixão de Tom por Summer, sua colega de trabalho. E óbvio, tudo se desenrola nos 500 dias. Sim, contados.
Os românticos diriam: Que paixão verdadeira é essa que simplesmente acaba? Em um dia está lá e no outro não existe mais...?
E a mensagem é exatamente essa. Não existe paixão idealizada, que dura para sempre. Não existe alma gêmea, a pessoa certa, metade da laranja. Não é destino, é coincidência. A paixão acontece a medida que a fortalecemos e acaba quando entendemos que tem que acabar. Nada é mais forte que a gente. Nem mesmo essa paixão que por tanto acreditamos que é mágica, ligada a alma, muito além da nossa compreensão, muito mais fortes que nós. Não, não existe paixão assim. Nós é que precisamos acreditar.
E como tudo na vida, paixão também tem fim. E se entendermos isso "numa boa", acaba tão rápido quanto começa. Até que um dia o acaso nos leve a alguém com a mesma vontade e objetivos que nós. E aí chamamos isso de acerto. Encontramos a pessoa "certa". Pronto, começa tudo de novo! Humanos que somos...
