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Sou apenas uma gota a mais no imenso mar de matéria, definida, com a capacidade de perceber minha existência. Entre os milhões, ao nascer eu também era tudo, potencialmente. Eu também fui cerceada, bloqueada, deformada por meu ambiente, pela manifestação da hereditariedade. Eu também arranjarei um conjunto de crenças, de padrões pelos quais viverei, e no entanto a própria satisfação de encontrá-los será manchada pelo fato de que terei atingido o ápice em matéria de vida superficial, bidimensional – um conjunto de valores.
Meus Deus, a vida é solidão, apesar de todos os opiáceos, apesar do falso brilho das “festas” alegres sem propósito algum, apesar dos falsos semblantes sorridentes que todos ostentamos. E quando você finalmente encontra uma pessoa com quem sente poder abrir a alma, para chocada com as palavras pronunciadas – são tão ásperas, tão feias, tão desprovidas de significado e tão débeis, por terem ficado presas no pequeno quarto escuro dentro da gente durante tanto tempo. Sim, há alegria, realização e companheirismo – mas a solidão da alma, em sua autoconsciência medonha, é horrível e predominante.

Sylvia Plath

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lembranças

Promete-me uma coisa.Uma pequeninha que me atormenta. Promete-me que nada disso vai mudar... Isso que a gente vivencia aqui, agora. O que a gente construiu até hoje e que tantas vezes sentamos e fizemos a promessa de que sempre, pra sempre, pra todo o sempre, seria assim e que inúmeras vezes vimos, em outros casos fracassar. Que esse momento vai ser pra sempre real e não como uma lembrança distante. Sim, meu bem, eu sei que mesmo que como lembrança me traria um sorriso. Mas quero mais que um sorriso nostálgico me fazendo lembrar que passou. Quero a lembrança de algo contínuo que perdura e permanece. Refaz-se, transforma, forma e contorna, mas que se fortalece. Me conforta, é certeza minha, tão ínfima que nem precisa ser dita. Sabe, um dia, quando era mais moça, me fazia ter a certeza dessa lembrança certeira, permanente. De te-la, acalmava meu coração. De te-la, nem me permitia ter medo do fim. Fim... É, concordo. É relativo mesmo o fim. Mas hoje, não tão moça mais, a inocência me foi...

Sophia

 Tristeza faz parte da vida também. Ninguém é 100% pra cima o tempo todo. Acho que nosso corpo, nossa mente, precisam de um astral mais baixo em alguns dias. E não devemos ter vergonha disso. Viver a tristeza é tão importante quanto a alegria, nos faz perceber porque somos felizes. E não devemos ignora-la. E ainda um pouco além, devemos nos permitir sentir tristeza.É, sem medo de mostrar que fraqueja também. Nos faz humanos. E nos faz sensíveis à felicidade a nossa volta.Quando não contemos a tristeza, é mais fácil perceber a felicidade nos seus dias. Em coisas tão simples. Ser feliz é muito simples...É só prestar atenção! Hoje, por exemplo, fui acordada com um beijo no rosto pela minha irmãzinha, Sophia. E fiquei ali, sorrindo pra ela, ela pra mim. Até que: que foi ju? dormiu de novo de olho aberto? Levantaaa, vamos brincar!? Ela não sabe que me deu o dia de presente com aquele beijo. Por isso, imploro, prestem atenção! Em tudo ao seu redor. Sempre vamos achar aquilo que nos faz...