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Cadê?

É, porque tem hora que eu sou assim, um tanto criançona. Embirro, quero revidar. Sei que é bobeira, disso eu sempre sei. Mas é mais forte. E admito. Quero a última palavra, quero sim. Mereço. Fico agindo com os outros, como penso querer que ajam comigo, aquela velha história...o final é sempre o mesmo e esse sou eu magoadíssima, decepcionada, arrasada. A verdade é que ninguém pensa em como agir com o outro. Agem e pronto. Depois ainda tem aquela saída estratégica, sabe? Pra parecer tão nobre. Seres que se importam. Faz-me rir, meu bem. A pior desculpa de todas é a tal "não quero te magoar". Sabe como eu me sinto? Lendo aqueles anúncios que colam em postes do tipo: Pare de fumar, fumando. Não parece um tanto isso? Pare de magoar, magoando. Honestidade magoa menos. Machuca na hora,claro. Mas pelo menos fica a certeza de que cada momento vivido foi de verdade. Porque se teve a decência de ser honesto todo o tempo. E aí machuca o fim, mas o que ficam são boas lembranças. 
Não tem nada mais triste que viver e no final ficar aquela impressão de que foi tudo de mentirinha. Tão convenientemente falso. Trocar palavras pra agir contradizendo-as? Covardia. Não sei você, mas costumo acreditar no que me dizem olho no olho. Acho assim: não sente nada, não fala nada. Não inventa nada porque... sabe-se lá porque as pessoas inventam sentimentos! Pra mim não tem lógica. 
Ainda vivo acreditando que não to pedindo demais um pouco, só um pouquinho, de verdade. Mas a gente fica nessa, né? Procurando um pouquinho de verdade nas pessoas. 

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